| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Tyrannides |
| Wetmore & Miller, 1926 | |
| Parvordem: | Tyrannida |
| Família: | Tyrannidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Fluvicolinae |
| Swainson, 1832 | |
| Espécie: | P. rubinus |
O príncipe é uma ave passeriforme da família Tyrannidae.
Na região pantaneira recebe o nome comum de barão-do-melgaço e indica a chegada próximo à festa de São João, no final de junho, quando é mais notado. No interior de São Paulo costuma aparecer normalmente no mês de maio ou pouco antes, se o outono tiver temperaturas mais amenas. Pode ser chamado ainda no município de Barão de Melgaço, assim como na maior parte do Pantanal (Poconé, Cáceres), como são-joãozinho. É popularmente denominado de sangue-de-boi no sul do Brasil e em Mato Grosso, assim como verão no extremo sul do Brasil, indicando a chegada, por lá, no período em que o tempo esquenta. Também é conhecido como papa-moscas-vermelho, mãe-do-sol (interior de São Paulo) e coração-de-boi em algumas cidades de Minas Gerais.
Seu nome científico significa: do (grego) purrhos = cor da chama, vermelho intenso; e kephalos = com a cabeça, cabeça; e do (latim) rubeus, rubinus = da cor do rubi, vermelho. ⇒ (Ave) com a cabeça colorida como um rubi ou (ave) com a cabeça da cor vermelha intensa como a chama ou ainda cabeça de fogo rubi.
Mede entre 13 e 14 centímetros de comprimento e pesa entre 11 e 14 gramas.
O macho, em plumagem de reprodução, é inconfundível. O vermelho vivo da parte ventral contrasta com o dorso escuro. Atrás dos olhos, uma linha escura reforça o contraste e torna-o único. Na fêmea e no macho juvenil, bem como no macho adulto entre março e julho, a plumagem da região ventral é cinza clara com estrias mais escuras. Barriga com penas levemente róseo-alaranjadas ou amareladas (juvenis) ou avermelhadas (adulto). A linha escura atrás dos olhos está presente, com o dorso em tom escuro, embora menos contrastante do que na plumagem reprodutiva.
São reconhecidas onze subespécies:
O melanismo consiste no aumento da produção de melanina, conferindo coloração mais escura ao indivíduo. Indivíduos melânicos se associam normalmente com outros indivíduos da mesma espécie.
Existe na região da cidade de Lima, no Peru, uma população melânica de P. r. obscurus. A mutação atinge ambos os sexos.
Alimenta-se de insetos capturados no ar ou no solo, daí retornando ao poleiro favorito.
Reproduz-se na primavera ao retornar da migração. O ninho tem forma de tigela chata e é revestido por raízes e musgos, e no interior contém painas e lãs. Coloca de 4 a 5 ovos. No período reprodutivo, o macho adquire coloração vermelha da plumagem, e após a reprodução ele adquire penas marrons, características do descanso sexual. No período reprodutivo, o macho voa adquirindo aspecto de uma borboleta e nessa ocasião canta bastante.
Vive em campos e cerrados. Além das cores, destaca-se por seu hábito de pousar em galhos expostos, cercas e fios. Quase sempre encontrado próximo da água, ocupa os ambientes abertos, desde campos, praias de rio com arbustos, até cerrado e bordas de vegetação florestal. Não penetra em áreas com adensamento de vegetação. Utiliza ambientes criados pelas mãos humanas, sendo notável em jardins e parques urbanos. Ainda pode ser observado na periferia de cidades. É normalmente encontrado aos pares.
Encontrado no sudeste da Bolívia, Paraguai e do sudeste do Brasil até a Argentina e Uruguai.
Reproduz-se no sul do Brasil e países vizinhos (Uruguai, Argentina) e, após o ciclo reprodutivo, migra para o norte, chegando até a Amazônia. Populações importantes da espécie invernam, também, no Pantanal e no Sudeste, com registros entre abril e outubro. Não há confirmação de reprodução da espécie no Sudeste, mesmo no sul de São Paulo.